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Antes tarde do que nunca!

6 mar

Com alguns dias de atraso, darei a minha opinião sobre a cerimônia do Oscar.

Após ler diversas matérias referentes à premiação, percebi que todos possuem, pelo menos, uma ideia em comum: Não foi uma noite de surpresas. Os filmes, como muitos disseram, fazem parte de melhor safra em muitos meses. Com relação a isso, eu concordo totalmente. Durante uns 6 meses, era impossível achar um filme REALMENTE bom, daquele tipo que te surpreende…

Pois bem. Vamos parar de enrolar e ir para o que interessa. Eis a lista de destaques do Oscar 2014:

1) O tombo de Jennifer Lawrence:

A nova queridinha de Hollywood possui uma séria dificuldade em se manter em pé. Ano passado, para quem não se lembra, ao conquistar o Oscar de melhor atriz, Lawrence tropeçou na barra do seu lindo vestido Dior e foi para o chão. No último domingo, ao chegar no Dolby Theater, a atriz escorregou e foi de peixinho, em câmera lenta, levando a colega que estava a sua frente, para o maravilhoso tapete vermelho.

Eu ri TODAS as vezes que assisti à cena. E,não, não foi olho gordo da minha parte. O tombo e o fato de ter perdido o prêmio para a lindíssima Lupita, não foi por olho gordo.

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Já ouvi dizer que o tombo foi encenado e, pelo jeito, uma outra cena também já era proposital…

2) O famoso Selfie

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A foto foi uma propaganda da Samsung (reparem no aparelho que está na mão do gatíssimo Bradley Cooper).

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Independente disso, a foto foi retuítada mais de 3 milhões de vezes, batendo o recorde que pertencia ao Obama, com a foto da sua noite de sua posse como presidente.

Já foram feitas diversas montagens ÓTIMAS com o selfie:

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3) John Travolta e Adele Dazeem (?)

O ator anda sumido e quando ressurge, vem com tudo. John Travolta, ao apresentar a próxima atração, errou o nome da cantora Idina Menzel. Ele já pediu desculpa pelo ocorrido, mas a piada já estava pronta…

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4) Woody Allen

Durante a entrega do Globo de Ouro, em janeiro,o filho do cineasta Woody Allen trouxe à tona uma história já “esquecida” pela mídia, o famoso “possível” abuso sexual envolvendo Allen e a sua filha com Mia Farrow.

Todo esse bafafá causou um reboliço, de forma que Allen deu uma sumida durante estes primeiros meses do ano. Por tudo isso, o discurso da premiada atriz Cate Blanchett era super aguardado, afinal, ela venceu pelo filme Blue Jasmine, de Woddy Allen. A atriz agradeceu ao diretor, logo, o citou. Este pequeno detalhe foi bem comentado.

5) Ellen Degeneres

Para fechar, não podia deixar de comentar sobre a excelente apresentação de Ellen Degeneres. Tudo bem, eu sei que sou um pouco duvidosa, porque ADORO essa apresentadora. Mas, vocês hão de convir comigo, há tempos a apresentação do Oscar não era tão animada.

Amei a pizza, o selfie, as piadas, like Björk…tudo!

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Agora, é sério, para encerrar de vez este post, preciso comentar sobre a categoria Melhor canção. Juro, todos deveriam ser premiados. O meu prefiro é o do filme Ela, que ganhou o Oscar de melhor roteiro original (PIREI!!!).

Sugestão de amiga, baixem todas as canções. São ótimas.

Mariana Miranda

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Her

23 fev

Muitas pessoas já devem ter vivido uma situação semelhante como a que eu irei descrever. Você está na fila do banco ou no ponto do ônibus e, de repente, ouve uma voz ao seu lado, que diz sobre o tempo, o transporte ou outro assunto que envolva o cotidiano de qualquer cidadão. Ao virar, para saber a origem da voz, você descobre que é o receptor de tal mensagem. Em questão de minutos, diversos assuntos são tratados, entre eles, a vida pessoal da dona da voz. Por que alguém falaria sobre a família, ou qualquer outro assunto pessoal, para um desconhecido? Simples, vivemos em uma sociedade onde há carência de ouvidos. Não de forma literal, é claro. As pessoas não ouvem, não compreendem e não se importam com os outros. Os motivos podem ser diversos: impaciência, falta de tempo ou, até mesmo, por puro egoísmo.
Dentre tantas críticas da sociedade atual, o filme Ela aborda esta escassez de ouvintes.
A obra apresenta um rapaz recém separado (Joaquin Phoenix) que se apaixona por um sistema operacional, Samantha (Scarlett Johansson). O tal sistema, uma versão do SIRI super desenvolvida, com o passar do tempo, ganha sua própria personalidade e, artificialmente, ou não, sentimentos.
Neste instante você pensa: “Que história besta. Jamais alguém se apaixonaria por um OS.” Será?
Quantas vezes você pediu para alguém prestar atenção no que dizia? Quantas vezes você quis desabafar com alguém? Quantas vezes você conversou com você mesma? Sim, carência de ouvidos.
Ao se deparar com alguém, seja pessoa ou um sistema, que te ouve, te entende, te ajuda e aconselha; que percebe pelo seu tom de voz que está preocupada, triste ou estressada; que se interessa pela sua vida; a atração, para não dizer paixão, é inevitável.
O medo da solidão, o isolamento social, como consequência do desenvolvimento tecnológico, e a carência estão presentes em nossa vida. O filme apresenta uma realidade não muito difícil, infelizmente, de acontecer.
O maior desafio que temos pela frente é voltar a termos relações físicas e reaprendermos, se é que alguma vez soubemos, a viver em grupo. A geração WhatsApp/Redes Sociais vive a dependência de estar sempre atualizado do que acontece, ao mesmo tempo que esquece de viver.
A visão trágica da sociedade que Ela proporciona é uma bela pauta para debate e, espero eu, uma situação que não iremos vivenciar.

Mariana Miranda