Agora eu fiquei madura, madura

7 out

Nós não sentimos, mas em poucos meses mudamos a nossa maneira de pensar, de se comportar, de se vestir e de ver o mundo. Isto ocorre graças às nossas experiências de vida, seja ela amorosa ou profissional.
Percebi isto ao ler, pela “segunda vez” ao livro “Fora de Mim”, da Martha Medeiros.

Há um ano o li, na verdade parei no início, por achar uma bobagem e pensar que a personagem era uma tola e que nada fazia sentido.
Um dia, sem nada de especial, lembrei-me de uma frase do romance, onde a protagonista, ou heroína, afirmava ir a cozinha e não possuir louça alguma para lavar. Foi quando compreendi todo o sentido por trás daquelas palavras, entendi a metáfora.

Resolvi, então, reler todo o livro e coloquei-me no lugar da personagem. Era como se cada frase expressasse aquilo que eu sentia, mas não conseguia explicar. Era a minha vida e, com certeza, de várias donzelas. A história aborda o fim de um relacionamento e o “pós-fim”, onde a jovem tenta voltar a viver como antes do namoro. Depressivo?! Sim. Mais do que Lana Del Rey?! Não.

Após esta segunda leitura, recomendo à todas as mulheres que leiam “Fora de mim”. E aconselho que o releiam após um tempo.

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E agora, como faz para esquecer?

18 ago

Quem nunca desejou esquecer alguém ou algo?! Não seria ótimo se existisse uma máquina que apagasse lembranças? Foi pensando nesta futurista e improvável, ou não, invenção que o roteirista do filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças se baseou para levantar a questão: o que aconteceria se uma pessoa que você ama (ou amou) fosse deletada da sua memória?

No longa, Joel (Jim Carrey) descobre que sua amada não lembra mais dele. Magoado, ele busca uma ajuda especializada em apagar lembranças. Durante a sessão, Joel muda de idéia, mas sem ter como regredir no tratamento, ele tenta guardar a sua ex em uma lembrança da sua infância.

O mais interessante do filme é saber o que acontece com as pessoas que são submetidas a esta “experiência” quando encontram no dia-a-dia o amado que havia apagado de sua memória. Prefiro terminar por aqui, antes que eu conte o final.

Millenium – Os homens que não amavam as mulheres

14 jul

Os remakes hollywoodianos de filmes estrangeiros que fizeram sucesso muitas vezes não caem no gosto do público e da crítica, mas duas obras são exceções: Deixe ela entrar e Os homens que não amavam as mulheres.
Ambos são suecos e tiveram sua versão estadunidense produzidas rapidamente.
O Deixe ela entrar foi lançado em 2008 e teve sua versão norte-americana produzida em 2010, com o nome Deixe-me entrar. Ambos ficaram muito tempo em cartaz nos cinemas brasileiros, mas o sucesso, pelo menos no Brasil, não foi tão grande quanto Millenium – Os homens que não amavam as mulheres, versão de Hollywood do The girl with the dragon tattoo (filme feito na Suécia em 2009 e nos Estados Unidos em 2011).

O filme com Daniel Craig e Rooney Mara agradou à todos e chegou a ganhar um Oscar (em uma categoria técnica, mas e daí?)!
O enredo é fantástico (roteiro adaptado da série literária Millenium, também seuca) e o ótimo elenco colaborou para torná-lo ainda melhor (participação de Christopher Plummer, ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante deste ano, mas por outro filme).
A história aborda o caso de um serial killer suspeito pela morte de diversas mulheres. Um jornalista é chamado por um senhor que perdeu a sobrinha e pede ajuda para descobrir quem a matou. Uma detetive com sérios problemas psicológicos é indicada para colaborar nas pesquisas e na busca por pistas.
A atriz Rooney Mara, com todo seu jeito estranho de ser, está incrível! Já Daniel Craig não conseguiu se livrar do estilo James Bond, mas isto não tanto prejudica seu personagem, até dá um ar mais sedutor a ele.
A trilogia Millenium teve todos os livros passados para o cinema, mas na versão sueca (ou seja, na original), em apenas 1 ano!!!!
Esperamos ansiosas para que Hollywood siga os mesmos passos!

Mulheres, quem as entende?

10 jul

Terei que ser sincera, doa a quem doer, nós próprias não nos compreendemos. Nossas ações muitas vezes não correspondem com os nossos sentimentos ou desejos. E o motivo? Medo de sermos magoadas e/ou ferir os sentimentos dos outros.
Complicamos aquilo que era para ser simples, o que apenas um sim ou um não, um quero ou não quero resolveria tudo.

Somos tão complexas que uma pessoa de fora precisa mostrar se estamos erradas ou exagerando. E sabe quem faz isto muito bem? A escritora Danuza Leão.

Há uns 4 anos li um texto dela que me esclareceu muito bem esta nossa dificuldade em demostrar o que sentimos, seja por medo de repreensão da sociedade ou por medo de ter nossos sentimentos mais puros machucados.
A escritora apresentava a história de uma garota que saiu do apartamento do amado sem deixar bilhete ou se despedir. Ao chegar na sua residência, não conseguia manter-se quieta, isto porque estava ansiosa aguardando um telefone ou uma visita do rapaz. Ela, então, vestiu uma roupa de ficar em casa, prendeu o cabelo, para que, caso ele a visitasse, parecesse que ela não estava o aguardando.

Mulheres, por que a personagem da história não esperou o queridinho acordar? Por que ela não deixou um recado? Por que fingiu não ligar, quando era o contrário?

Sim, nós mulheres somos complicadas e, por isso, podemos acabar perdendo a oportunidade de sermos felizes.

Para sermos entendidas e nos entendermos, sugiro que todas (e todos, porque os homens sofrem tentando nos entender) leiam os textos da Danuza.

Mestre Dior

9 jul

Todos os dias abrimos o armário e verificamos que não há roupa alguma para usarmos, mesmo que estejamos abarrotadas de trajes. O grande problema está na falta de peças curinga, aquelas que usamos diversas vezes, em diferentes ocasiões e combinadas com diversos acessórios que mudam a cara do look.
Para aprender quais são estas peças-chave, ninguém melhor que Christian Dior para ensinar.
O livro O pequeno dicionário de moda, escrito pelo estilista, é dos anos 50, mas diversas dicas podem ser adaptadas para a moda de hoje.

Vejam alguns ensinamentos que são encontrados na obra:
1) Acessórios: “Você deve optar por uma cor que combine com várias peças do seu guarda-roupa (…) é mais sábio escolher preto, o azul-marinho ou o marrom.”
2) Cintos: “Usar um cinto é a maneira mais maravilhosa de acentuar sua cintura. Com exceção de roupas esportivas ou de praia, os cintos geralmente deveriam ser clássicos e de couro – embora belos cintos possam ser feitos em outro material que combine com seu vestido também. E, criando ainda mais estilo, o cinto drapeado (que você chama de faixa) pode ser muito elegante se você tiver uma cintura fina. Sempre tenha cuidado quando escolher um cinto para lhe oferecer uma linha mais alongada e sensual nas costas. A escolha de um cinto largo ou estreito dependerá do estilo do vestido ou do casaco que você usará com ele, mas, se você tiver uma cintura curta, deve evitar os largos.”
3) Azul: “Dentre todas as cores, o azul-marinho é a única que sempre pode competir com o preto; ela possui as mesmas qualidades. O azul-pálido é uma das cores mais bonitas,e, se você possui olhos azuis, nenhuma outra cor é mais apropriada. Tenha cuidado ao escolher um azul para vê-lo tanto sob a luz natural quanto a luz elétrica, pois ele pode variar bastante.”
4) Marrom: “Com o preto, é uma das mais belas cores para acessórios, como bolsas, luvas e sapatos, porque se trata de uma cor natural.”
5) Laços: “Devem ser usados com discrição e inseridos com cuidado.”

O livro apresenta diversas dicas simples de serem seguidas e de fácil entendimento. O estilista fala sobre cores, acessórios, saias, vestidos, calças, tipos de tecidos, estampas, ideais para cada tipo de corpo, cor de pele…
É uma leitura obrigatória para aquelas que, assim como eu, ficam perdidas nesta infinidade de estilos e conceitos presentes na moda.

… azar no amor

8 jul

Gritou para o mundo todo que estava apaixonado, adotou duas crianças, salvou diversas vidas, nunca bateu nos Paparazzis e nem apareceu bêbado em público.
Um doce para quem acertar de qual celebridade estou me referindo.

Estou falando de ninguém mais, ninguém menos que Tom Cruise.
Vamos esquecer todo este bafafá que ronda a separação dele com a atriz sem sal Katie Holmes e relembrar os momentos felizes do ator no cinema, até porque no amor está difícil…

Vamos ao que interessa,há diversos filmes que Tom mostrou seu talento e mereceu ganhar o Oscar, maaas a cientologia esta entre Cruise e a Academia.São eles:

Magnólia
Quem conseguiria imaginá-lo interpretando um guru do sexo super respeitado dizendo seriamente: “Respect the cock!” ? Além disso, a cena em que ele é entrevistado pela jornalista, podemos observar que Cruise nasceu para ser ator, pois poucos são os atores que conseguem se expressar pelo olhar.

De olhos bem fechados
Neste filme de Stanley Kubrick, Tom Cruise contracena com a sua então esposa, Nicole Kidman, o que ajudou muito a tornar todo o enredo real e as interpretações naturais (não estou querendo por lenha na fogueira e falando que a Nicole chifrou o marido na vida real).

Nascido em 4 de julho
Tom Cruise + Oliver Stone

Jerry Maguire
Apenas uma frase: Show me the money!!!!!

Ah, não vamos esquecer da cena icônica de Tom Cruise dançando de cueca em Negócio arriscado.

O rapaz tem talento de sobra, mas falta-lhe sorte nos relacionamentos. Quem não está na mesma situação que ele, não é mesmo?

Alô, planeta terra chamando!

17 jun

O genial cineasta Woody Allen, há 27 anos, lançou o filme “A rosa púrpura do Cairo”. Uma crítica aos meios de comunicação em massa, conhecidos por certas pessoas como os causadores da alienação da população. O filme é de uma sutileza que a crítica presente nele só estará na mente de quem pensar mais profundamente no enredo e no tema abordado na obra.

Mas, esquecendo esta análise mais política, pensemos no enredo conectado ao mundo feminino. Nós, mulheres, amamos comédia romântica, isto porque nos colocamos no lugar da protagonista e vivemos o caso de amor dos sonhos de toda mulher e, ainda por cima, com um final feliz.

No caso do filme, a jovem Cecilia possui um marido bruto e vive infeliz. Há apenas um momento em que encontra a felicidade, quando vai ao cinema. Toda a vida que deseja está na tela. Até que um dia o personagem principal do filme que está em cartaz no cinema da cidade foge da tela e torna-se real. Ao se deparar com o homem dos seus sonhos, Cecilia vive uma história de amor igual ao dos filmes. Mas o show precisa continuar e sem ator não há filme. 

A culpa de não vivermos aquilo que desejamos não é nossa. O cinema tem esta magia de nos providênciar momentos de realizações dos sonhos, estes que muitas vezes existem apenas no mundo da imaginação (o homem perfeito, a vida sem problemas…).

As comédias românticas cumprem muito bem este dever de entreter. Afinal, quem nunca desejou estar no lugar de Kate Hudson em “Como perder um homem em 10 dias” ou encontrar o homem dos sonhos sem sair do lugar, como a Cameron Diaz em “O amor não tira férias”.

Isto não é um problema, mas, sim, a solução! Saímos do cinema em êxtase e podemos voltar a ter esta sensação todo o momento em que assistirmos ao mesmo filme. Não corte os pulsos ou arranque os cabelos porque você não possui um homem perfeito como Gerard Butler em “P.S. Eu te amo”, apenas curta quem você ama e faça tudo o que gosta, afinal, fora das telas a vida não é fácil nem para as musas da comédia romântica (olá, Jennifer Aniston, Sandra Bullock e Kate Hudson).